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SAUDADE DO FUTURO
Hoje acordei e o silêncio disse, bom dia! O vazio num grande abraço ocupou todos os espaços. E agora já não me sinto só, Apenas sinto saudade do futuro.
Uma parede branca ficou no lugar dos retratos, A cama de casal dividiu-se, sentindo-se esbelta. A mesa duplicou-se tristemente sem querer. Nossa vida infinitamente ficará por viver?
Nostalgia amarga do que viria, o som das chaves que jamais ouviria, e que vontade tenho de ouvir.
Quero conjugar o futuro na primeira do plural, aprender que dividir é multiplicar, que o que temos nasceu pra ficar.
Autor - Che
Escrito por Che às 12h18
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Nada será como antes!!!
Fiquei muito tempo sem escrever, estava sem tempo, e não havia motivos pra postar, porém gostaria de deixar registrado o email que passei pros meus amigos da Fundação Santo André, os que passaram por cinquenta e oito dias em greve para trazer melhorias em nossa universidade, parabéns, vocês merecem!!!
É o seguinte, durante todo o tempo de greve não mandei muitos emails,
mas li todos os que chegaram à minha caixa de mensagens, pois bem, nesse tempo li pensamentos com os quais eu concordava e com alguns que eu discordava, porém, conseguia enxergar que todos os pensamentos e ideologias tinham o mesmo objetivo, a queda do reitor, não quero dizer quem está certou ou errado, tanto porquê não teria tal capacidade, longe disso, mas quero com esse email, parabenizar e dizer que tenho imenso orgulho de ter lutado e estar lutando ao lado de todos vocês que estão desde o início nesse movimento, de uma forma ou de outra todos acabam contribuindo, sabemos o que foi feito, as pessoas que mesmo longe dos microfones construíram tudo que temos hoje, e que ainda está sendo construído, mesmo eu não conhecendo a maioria das pessoas pelo seu nome, eu conheço o rosto, assim como todos que estão nesse movimento, o respeito que há entre essas pessoas, que mesmo com opiniões divergentes lutam para o mesmo fim.
Estou no terceiro ano de História, e tinha pouco contato com outros cursos, e hoje isso mudou, há a mistura entre cursos, pensamentos distintos, pontos de vista diferentes, e isso é muito válido, ganhamos colegas, ganhamos ensinamentos que não são lecionados em nenhuma universidade do mundo, ganhamos sim, ganhamos coisas que o dinheiro não pode comprar, por essas e tantas outras, que os parabenizo,
como comecei este email quero terminar, TENHO ORGULHO de estar nesse movimento com todos vocês!!!
Ao pessoal do acampamento, esses colegas mantiveram por muito tempo a greve viva, a greve com arte, estando 24 horas no campus, e mostrando que não estávamos de brincadeira, o pessoal de partidos políticos, que muitos acham que erraram e outros que acertaram, cada um tem o livre arbítrio e inteligência o bastante pra saber discernir quem queria colocar sua sigla acima do movimento, essas pessoas errando ou acertando, dependendo da opinião deram sua enorme contribuição ao nosso movimento, ninguém pode negar, aos professores que nós sabemos quem são, nós sabemos quem é que está do nosso lado, não existe mais crianças entre nós,
sabemos quem é de luta e quem não é, há tantas outras pessoas, outras frentes, não vou dizer nomes porque com certeza esqueceria alguém, e o intuito do email é o oposto,
parabenizar todos e não apenas alguns nomes, o que houver, já temos ganhos, e o maior de todos é a força que mostramos com nossa união!!!
Che
3ºB História
Escrito por Che às 14h10
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Textos inacabados...
Vou tentar terminar esse texto, ele é sobre textos inacabados, e aí está a dificuldade de escrevê-lo, e além de ser sobre textos inacabados, ele também é sobre coisas inacabadas, sobre qualquer coisa. Pensando bem, muitos telefonemas que eu fiz foram inacabados, não disse tudo o que eu queria e agora o tempo passou e nunca mais vou dizer. Cartas que foram escritas, com tudo o que meu coração queria dizer, porém nunca foram entregues, deixando o ato inacabado, uma carta só se faz carta quando ela é entregue, uma carta não se faz no ato em que é escrita, e sim quando é lida, muitas cartas que escrevi não foram entregues, foram rasgadas, jogadas no lixo, consumidas pelo fogo, e algumas ainda estão guardadas, eu não tinha o direito de ter feito isso com elas, elas não completaram seu curso, nunca foram cartas, apenas pseudo-cartas. Já não sei contar quantos cursos deixei pra trás, quantas coisas vividas pela metade, quanto choro sem razão, quantos sonhos pela metade, sonhos que viraram pesadelos por apenas ser o meio do que podiam ser. Textos inacabados são assim, como cartas, como pessoas que se vão e que você apenas soube o nome e nada mais, é preciso viver tudo por inteiro, cem por cento, é preciso, é necessário, a vida é curta, os momentos são curtos e devem ser vividos de forma completa, por maior que seja o arrependimento no futuro, você viveu, os textos foram escritos, as cartas entregues e lidas, as músicas ouvidas até o fim, e assim, o sentimento de metade se vai, dá lugar ao sentimento de dever cumprido, por mais que aquela carta não surta efeito, aquele texto não seja lido e o amor não volte jamais.
Escrito por Che às 12h53
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Resposta do Fotógrafo!!!
O mais importante é registrar o momento, o fato em si, poderia ajudar a senhora, ato normal e bravo, porém, é meu dever mostrar o que acontece no mundo, as coisas ao meu redor, sendo fatos alegres ou tristes. A minha foto saiu na primeira página de um jornal, e chamou a atenção de todas as parcelas da sociedade, inclusive dos governantes, que em menos de quinze dias colocaram homens pra começar a obra que melhoraria tudo, com essa obra pronta, nunca mais houve enchente naquele lugar, livrando milhares de pessoas desse problema. Sempre houveram enchentes ali, e nunca ninguém fazia nada pra melhorar, ganhei prêmios pela foto, porque dizem que minha foto que fez tudo mudar, muitos dizem que inúmeras vezes fatos semelhantes aconteceram ali, mas nunca ninguém fazia nada pra melhorar aquela situação.
O que valeu mais, o fato ou a foto? Não sou herói, apenas sou um fotógrafo. Isso é tudo, essa é minha profissão!!!
Escrito por Che às 17h33
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Fotografia!
Passou natal, ano novo, um novo ano chegou e eu ainda não escrevi nada, há algum tempo eu não escrevo nada realmente, e não sei por qual motivo isso está acontecendo, sei que esse texto que deixo hoje mostra um pouco do que estou sentindo, vivendo e pensando. Espero que alguém entenda.
Minha vida é fotografar, fotografar tudo, uma simples flor, o enorme mar, tudo o que me chama a atenção eu tento fotografar. Tenho sorte, pois eu gosto do que faço, gosto realmente, desde garoto pensava em ser fotógrafo, fiz um curso técnico, gostei tanto que fiz um curso superior, e a vida foi me levando, minha primeira foto foi vendida pro jornal a Folha de São Paulo, pura sorte, a história dessa foto é a seguinte, estava saindo da faculdade e parei em uma lanchonete pra comer alguma coisa, enquanto eu estava sentado comendo meu lanche começou a cair uma chuva torrencial, olhei pra fora e uma senhora tinha ficado dentro do carro e agora estava presa pela enchente que em poucos minutos tinha se formado, alguns homens que estavam na mesma lanchonete que eu foram socorrer a senhora, só sobrou eu ali, peguei minha câmera e registrei tudo. Ganhei alguns trocados com aquele primeiro trabalho, e depois daquele dia sempre surgiu alguma coisa interessante pra eu fotografar, e assim me tornei fotógrafo, parece que o mundo conspirou pra isso, tudo aconteceu naturalmente. Certo dia eu percebi que só ganhei dinheiro com fotos tristes, e lembrei desse episódio da senhora na enchente, todos foram a ajudar, menos eu, sempre me pergunto que eu deveria ter ajudado também, esse era meu dever, não de pegar a câmera e começar a tirar fotografias, e se alguém tivesse machucado, e se fosse crucial a minha ajuda? Penso isso todos os dias da minha vida, e ainda não sei o que eu deveria ter feito. O que eu deveria ter feito? Realmente eu não sei, pensei muito sobre isso, e ainda penso, mas realmente eu não sei o que eu deveria ter feito, e o que eu devo fazer, devia ter registrado a realidade do mundo ou ter ajudado pra que a realidade do mundo, ao menos naquele momento fosse mais amena. ????????? Não sei!!!
(Somos todos fotógrafos da vida...)
Escrito por Che às 15h03
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Dia das Bruxas.
Um novo dia nasce, e esse dia é especial, é aniversário da vovó Diva, toda a família se reuniria para comemorar os oitenta e dois anos da vovó. Todos estavam querendo dar o máximo de carinho pra vovó, pois era seu primeiro aniversário depois da morte do vovô Jerônimo, todos sabiam que vovó certamente lembraria e ficaria triste. Desde a morte de vovô Jerônimo, vovó mudou completamente, fala muito pouco, não gosta de sair de casa e evita o contato com as pessoas, apenas fala com a neta Clara, sua neta preferida, Clara que sempre foi muito apegada a avó, sentia que vovó Diva queria lhe falar algo, mas sempre quando ia falar, pensava e parava de falar, Clara não falava nada, apenas tentava mudar de assunto.
Na sala muitas crianças brincavam, gritavam, choravam, riam, e se divertiam com o tio Henrique, filho mais velho da vovó, Henrique era divorciado, e falava aos quatro cantos que não queria mais saber de casar, apenas de curtir a vida. Era tenente das forças aéreas brasileiras, tinha orgulho disso, e ainda mais vovô Jerônimo, que fazia questão de dizer a todos que seu filho mais velho era tenente, foi seu maior orgulho durante a vida. No quarto Clara está falando por telefone com o namorado, depois de alguns minutos ela se despede e desliga o telefone, quando saia do quarto o telefone toca, ela atende.
-Alô! -Alô, como vai? -Vou bem, com quem você quer falar? -Com o Henrique, eles está? -Está sim, quem deseja falar com ele? -Hummmmm..., diga que é o pai dele.
Clara leva um susto, pois seu avô Jerônimo morreu no ano que passou, e não poderia estar falando com ela, pensa um pouco, e começa a pensar que aquilo não passa de um trote, e diz.
-Pai dele? -É, pai de Henrique. -Isso é um trote? -Não, apenas diga para o Henrique que o pai dele quer falar com ele.
Clara não aguenta e acaba desmaiando, desmaia por achar que tinha acabado de falar com o espírito de seu avô, que tinha sido um telefonema do além e solta o telefone no chão, todos ouvem o barulho e correm para o quarto, a colocam na cama da avó, depois de algum tempo as pessoas saem e ficam apenas Clara e vovó Diva, e vovó pergunta. -O que aconteceu Clara?
Clara temendo a reação da avó tenta esconder o que tinha acontecido.
-Nada não, apenas desmaiei. -Como apenas desmaiou Clara? -É vó, apenas cai, acho que estou com fome, deve ser isso. -Clara, é a vovó, eu te conheço mais que qualquer pessoa desse mundo, me diga, o que aconteceu?
Vendo que podia acreditar na sua avó, e que ela saberia guardar segredo começa a falar.
-Vó, a senhora tem que ser forte, aconteceu algo muito estranho, mas eu já sei o que aconteceu, já descobri tudo!!! -Serei forte Clara, me diga o que aconteceu. -Isso terá que ficar entre nós duas, mas ninguém pode saber, será nosso segredo, ok? -Ok, desembucha Clara. -É o seguinte, o telefone tocou e eu atendi, e algo muito estranho aconteceu, mas agora, depois de um tempo, eu entendi o que aconteceu e a senhora pode ficar tranquila. -Não estou entendendo nada, me explique melhor. -Vovó, eu acabei de falar com vovô Jerônimo pelo telefone, ele acabou de ligar pra cá pra falar com o titio Henrique... Enquanto Clara estava pronunciando tais palavras, vovó Diva entendeu o mal entendido, o verdadeiro pai de Henrique tinha dado o telefonema, tinha acabado de quebrar o pacto que os dois tiveram a vida inteira, foram amantes a vida inteira, e Henrique na realidade era filho de Carlos, a pessoa que tinha ligado, vovó sentindo que seu segredo foi descoberto por Clara lhe diz.
-Filha, preciso lhe falar uma coisa. -Vovó, não precisa falar nada, eu já entendi, e isso será um segredo nosso. -Não minha filha, vou compartilhar esse segredo com todo mundo, cansei, guardei por muito tempo esse segredo. -Tudo bem, quer que eu chame todo mundo? -Não filha, quero lhe confidenciar tudo antes de falar para os demais, e como vejo, você já descobriu meu segredo. -Sim, já descobri. -Então você sabe que tio Henrique não é filho do vovô Jerônimo, e sim da pessoa que acaba de falar com você pelo telefone. -Como assim? -É minha filha, quem acaba de te ligar é meu amante!!! -Eu estava pensando que era apenas vovô Jerônimo ligando do além...
Essa foi a última fala de Clara, ela desmaiou depois dessas palavras, e vovó Diva ficou pensativa, e viu que devia ter deixado a neta falar antes, e ter deixado ela acreditar que seu avó Jerônimo tinha ligado do além, assim seu segredo ainda estaria guardado. Quando está saindo do quarto pra chamar ajuda pra Clara, o telefone toca, ela atende e diz.
-Alô! -Diva!? -Sim, quem é? -Como assim, você não reconhece mais minha voz? Sou eu, Jerônimo.
A conversa acaba, pois vovó Diva desmaia...
Escrito por Che às 15h26
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FILA
Estava na fila de um banco, fila enorme, sexta-feira, três e meia da tarde, todas as pessoas calmas, ninguém querendo sair daquele lugar, e eu jogando aquele jogo da cobrinha que quase todo celular tem, aquele jogo é um vício. Com meu jogo, tinha entretenimento para horas e horas ali, o vício era tanto que eu não ligava muito pra demora da fila, tinha atingido uma espécie de nirvana, estava pleno, foi quando uma senhora de uns 40 anos de idade, ou um pouquinho mais, tenta começar uma conversa comigo, logo naquele momento em que todo meu mundo girava em torno do jogo da cobrinha, mas enfim, pessoas chatas não escolhem nem hora e nem lugar para entrarem em nossa vida, elas simplesmente entram, o diálogo foi algo assim. Ela me diz, -Oi! Eu a olhei rapidamente, olhei rapidamente pra tela do celular e respondi, -Oi! como eu respondi, ela continuou. -Essa fila não anda, aquele caixa ali parece uma múmia! Eu a olhei rapidamente, olhei rapidamente pra tela do celular, olhei rapidamente pro caixa e respondi, -É assim mesmo, sabe como é que é né? sexta-feira. Ela como não ia deixar o assunto morrer ali, deu mais um passo pra estender nossa conversa. -Isso é um crime, só acontece aqui, no Brasil, esses políticos safados, esses impostos altíssimos, a saúde é um caos, a educação não educa ninguém, veja a fila dos aposentados, enoooooorme também. Eu a olhei rapidamente, olhei rapidamente pra tela do celular, olhei rapidamente pra fila enoooooome de aposentados e respondi, -É verdade, a senhora está certíssima, a fila está enorme! Acho que ela não gostou da resposta e logo em seguida disse, -Você só tem isso pra dizer sobre tudo o que eu falei? Naquele momento vi o recorde do jogo da cobrinha teria que ficar pra outro momento, aquela senhora não desistiria tão fácil, desisti do jogo e resolvi dar-lhe anteção. -Desculpe, é que eu estava fazendo as contas aqui no celular e... Ela me interrompe dizendo, -É tudo um caos, tudo, tudo culpa to petróleo, tanto petróleo no Brasil, e temos que comprar do Iraque, aquele Sadam Houssein é um tirano. Como eu não entendi a ligação que ela fez, preferi ficar quieto, e me senti no direito de continuar a conversa dando meu ponto de vista sincero e falei, -Isso acontece porque estamos no Banespa, foi privatizado, mas a maioria dos funcionários são os mesmos de quando o Banespa era público, são todos funcionários públicos, e funcionário público já sabe né? andam em marcha lenta. Eu disse isso apenas pra dar atenção aquela senhora, mas me arrependo até hoje, e aprendi que meu silêncio é precioso, mesmo que as vezes as pessoas confudam com arrogância, a partir daquele dia resolvi manter meu silêncio nesses casos, porém, naquela hora eu disse, e não tinha volta, a mulher me olhou de forma feroz, e disse, -Não é nada disso não meu rapaz, eu sou funcionária pública há 15 anos e nunca fui marcha lenta não, tudo isso é culpa dos políticos, do povo, do pertóleo comprado, e blábláblá... Eu já não ouvia mais nada, só queria sumir, devia ter ficado quieto, mas enfim, vivendo e aprendendo, só tentei ser simpático. Aprendi duas coisas, primeira coisa, fui preconceituoso, pois é claro que existem servidores públicos que dão duro todo dia no trabalho, e segunda coisa, nesses casos vou fingir que eu sou de outro país e que não falo o português. Simples!!!
Escrito por Che às 14h20
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Compras!
Seguindo essa mesma linha de adivinhação, tenho outra história, há quem duvide, mas algumas pessoas são muito crentes, acreditam realmente que as pessoas têm super-poderes, isso é muito comum. Estava saindo da faculdade, e um amigo me ligou.
- E aí Che, beleza?
- Beleza cara, o que manda?
- Você está na faculdade?
- Sim, mas já estou saindo.
- Então, vamos comigo fazer umas compras pra minha mãe?
- Vamos sim, agora?
- Sim, tô passando aí pra te pegar.
- Ok, tô esperando.
Ele não demorou a chegar, fomos falando sobre o nosso dia no trajeto até o supermercado, há alguns dias não nos víamos.Chegando lá fomos atrás dos itens que estavam na listinha que sua mãe lhe deu pras compras. Pegamos tudo que estava lá, mas ele lembrou-se que precisava de uma coisa, uma espécie de rolinho que limpa as roupas, tira aquelas bolinhas chatas de lã e outros tecidos; ele me pergunta.
- Como é o nome daquilo mesmo?
- Conheço como papa-bolinha!
- Papa-bolinha?
- É, só conheço por esse nome.
Enquanto discutíamos o nome de tal item, demos uma volta inteira no supermercado e não achamos nada, então fomos pro caixa, então eu falei.
- Quando a mulher do caixa perguntar se você achou tudo o que precisava, você diz que não encontrou o papa-bolinha.
- Mas será que ela vai saber o que é isso?
- Claro que vai, eu não inventei esse nome, o nome é esse mesmo.
- Será? Você não está tirando com a minha cara?
- Claro que não, eu li o nome em uma dessas revistinhas da Avon, que sempre tem em casa.
- Avon? Avon não é só cosméticos?
- Eu acho que sim, mas sei que vi um papa-bolinha em uma dessas revistas.
- Você está mentindo!
- Não estou, por qual motivo eu ia mentir pra você sobre o nome de um utensílio que limpa roupas.
Chegamos ao caixa sem a discussão terminar, o clima estava tenso entre nós dois, ele por achar que eu estava com brincadeira, e eu por ele não acreditar em mim, a mulher do caixa ia passando os itens e o grande momento da pergunta estava chegando, o ar parecia pesar, e então a caixa perguntou.
- Encontraram tudo o que precisavam?
Meu amigo me olhou e eu fiz um movimento com a cabeça, mostrando que era pra ele falar que não encontrou o papa-bolinha.
- Então, não encontrei o ... papa-bolinha!
- Papa-bolinha?
Quando a mulher fez tal pergunta, meu amigo já me olhou com olhos de fúria, mas nessa hora eu já entrei no diálogo e falei.
- É, papa-bolinha, aquele objeto que você passa na roupa e ela limpa os pedacinhos de lá e outros pedacinhos de tecido.
- Aaaaaaaaaaah sim, agora eu entendi, está na seção de utensílios domésticos.
Eu aliviado falei.
- Então, o nome daquilo é papa-bolinha, li em uma revistinha da minha mãe.
A mulher me olhou e disse.
- Eu sabia, mas tinha esquecido.
Como qualquer pessoa tem o direito de esquecer as coisas eu mudei de assunto e falei.
- Já passamos por essa seção e não encontramos nada, já rodamos o supermercado inteiro e não encontramos.
- Mas é nessa seção, dá uma passada lá novamente que você vai ver que tem sim.
Olhei pro meu amigo e disse.
- Fique aí pagando que eu vou lá ver e já volto.
Fui rapidamente, cheguei lá e não tinha um único papa-bolinha pra conta história, voltei pro caixa também rapidamente. Cheguei e a mulher me perguntou.
- Achou?
- Não!
- Mas a seção que eu falei estava certa não é mesmo?
Olhei pro meu amigo, olhei pra caixa, olhei pro céu, e quando não tinha mais nenhuma direção pra eu olhar eu quase choro, e acho que fiquei em transe, porque só sai de lá quando a caixa perguntou novamente.
- Moço, a seção que eu falei tava certa?
Não me contive e falei.
- Não achei o papa-bolinha, se não achei, não tem como eu saber se era lá!!!
Acho que a mulher até hoje não me entendeu, e acho que até hoje meu amigo acha que eu inventei esse nome...
Preciso de uma revista da Avon!
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Escrito por Che às 16h01
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Búzios
Um dia eu estava no escritório e meu chefe estava falando no telefone, até ai tudo bem, cena típica de qualquer escritório, pois que nesse mesmo momento toca o outro ramal, atendo e digo.
- Alô!
Ela diz.
_ Alô,gostaria de falar com o Paulo.
(Paulo é o nome do meu chefe)
ai digo.
- Então, o Paulo está em outra ligação!
E nesse momento que ela diz algo que eu não entendo até hoje, pois ela uma mulher inteligente, pelo menos aparentava, e eu também não sou um sujeito burro, mas até hoje eu penso naquela pergunta e ainda não entendo o que ela significa.
Quando eu disse que meu patrão estava em outra ligação, ela imediatamente pergunta.
- E ele vai demorar??????????????
Como assim ele vai demorar??? Fiquei desesperado com tal pergunta, e ao mesmo tempo tinha que pensar em uma resposta convicente pra tal questão.
Pensei, pensei e pensei novamente, e mais uma vez, mas nada me veio a cabeça, e somente respondi assim.
- Não sei, você quer que eu peça pra ele te ligar? - Quero sim. - Ele tem seu telefone? - Tem sim. - Então tudo bem, eu dou o recado a ele. - Obrigado! - Disponha. - Tututututututu...
No momento do acontecido não soube o que falar, mas hoje quando me pego pensando nesse fato eu vejo que tinha uma resposta no mesmo nível da pergunta, mas com certeza se eu tivesse coragem de dizê-las seria demitido no momento seguinte.
Quando ela perguntou se meu chefe ia demorar, eu devia ter dido.
- Só um momento minha amiga, vou jogar os meus búzios aqui pra ver se ele vai demorar e já te trago a resposta, porém serão descontados R$ 4,99 por minuto da sua conta telefônica, só um momento.
Mas até hoje me arrependo de não ter dado essa resposta, pois no dia seguinte a empresa quebrou e fui demitido mesmo assim... Devia ter jogado os búzios, ou até mesmo visto nas minhas runas que aquilo ia acontecer...
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Escrito por Che às 18h09
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MEU ÚNICO HERÓI
Ele estava ali, parado, o olhar parecia perdido, mas tenho certeza que não estava, pois sempre quando meu olhar está assim é porque estou me achando, e não me perdendo, ele deve ser assim, com certeza tenho isso dele, a retina parada em um ponto qualquer, são lembranças, imagens do passado, detalhes que só ele guardou, dores e lágrimas escondidas e quase que totalmente enterradas em alguma curva desse rio que conhecemos por vida, é, com certeza seu olhar não está perdido, é um homem que nunca se perdeu, é um homem que nunca se vendeu, pode olhar pra trás sem medo, sem receios, tem a garantia que fez tudo da forma mais honrada, que ensinou tudo da melhor forma, que mostrou os caminhos certos da vida, e apontou os errados, explicou que a maior riqueza de um homem é a sua honra! Sua integridade até hoje me serve de morada, e servirá até meu último dia, seu otimismo faz com que eu não esqueça que existe um outro lado, que existe um outro lado pra tudo, lhe agradeço por tudo isso e muito mais coisas que ficam nas entrelinhas do dia-a-dia e nos ensinamentos silenciosos que só a delicadeza do tempo capta, obrigado por ter me dado tudo o que tenho e sou, por ser nostálgico e emotivo, por todas as tardes, por todo amor e dedicação, por me ensinar os primeiros passos, por ter o maior e mais bondoso coração que eu conheço, por ter esse sorriso terno e generoso sempre, por sempre ver o lado bom das coisas, por ser um grande PAI!!! Parabéns por mais um ano de vida!
Nas imperfeições da vida sempre acho a perfeição nos seus olhos!!! Eu te amo! "Nossos dias serão para sempre..."
Escrito por Che às 18h01
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Passei só pra deixar esse vídeo, é muito bom, vejam, não irão se arrepender!!!
Abraço a todos!
http://www.youtube.com/watch?v=iuJ_XRjDRQU&search=dancem%20macacos
Escrito por Che às 09h04
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De quatro em quatro anos...
Uma copa do mundo começou e acabou, ao menos pra nós brasileiros, povo que espera por quatro anos pra ser patriota, que se emociona com nosso belo hino nacional de quatro em quatro anos, as eleições para a escolha de um novo presidente também é de quatro em quatro anos, e ninguém é patriota nesse momento, vamos lembrar que tal jogador estava com uns quilos a mais por 50 anos, mas por outro lado vamos esquecer facilmente em quem confiamos nosso voto para deputado federal, é, seria ótimo pro Brasil se fóssemos sempre assim, como em copa do mundo, todos unidos para melhorar o que não vai pra frente, todos indo pras ruas não só pra comemorar mais uma vitória de nossa seleção, e sim pra cobrar o que nos é de direito, dignidade pro povo, uma boa educação, segurança, alimentação, moradia... Seria ótimo se o orgulho de ser brasileiro existisse sempre, que as bandeiras do Brasil ficassem por toda parte, mas enfim, é sonho, e só é sonho porque quem manda quer, e nós deixamos, o futebol sem dúvida nenhuma é o ópio do povo, mas não é só isso, o mundo inteiro é apaixonado pelo esporte bretão, tanto países de primeiro como de terceiro mundo, porém, o futebol não é prioridade para alguns países como para nós brasileiros, vamos sonhar com coisas de verdade, vamos buscar coisas de verdade, vamos cobrar nossos políticos, vamos cobrar de nossos amigos e parentes, vamos viver em clima de copa do mundo, e levar esse vigor do brasileiro para todas as áreas, ai sim, em 2014 além de ,quem sabe, nos orgulharmos ter o direito de sediar uma copa do mundo, também poder ter o orgulho de ter bons índices em educação, cultura, saúde e em tantas outras que todos sabem que ficamos devendo.
Quem devemos cobrar está em Brasília e não na Alemanha!!!
Escrito por Che às 10h02
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Metamorfose
Na realidade eu me lembro de pouca coisa, quase nada, lembro que há algum tempo tudo era diferente, as coisas pareciam maiores, meus passos eram mais lentos e as coisas e pessoas iam e vinham sem parar, via tudo olhando pra cima. Agora as coisas ficaram menores e mais lentas, e agora vejo tudo quando olho pra baixo, ou será apenas que a mudança foi em mim? É difícil lembrar quando tudo isso mudou, sei que tudo passou, a realidade agora é outra, e os tempos difíceis de outrora agora são lembranças, lembranças quase que esquecidas por minha curta memória. Sei que em um dia as pessoas me olhavam com desprezo e até com certo nojo, porém, agora me olham com ternura e com admiração, o que será que aconteceu? o que mudou? eu ou quem me olhava e julgava? será que as pessoas passaram a enxergar não só com os olhos mas também com o coração? realmente eu não sei, mas gostaria de acreditar que isso fosse o que realmente aconteceu. Sou o mesmo de sempre, nada mudou aqui dentro, nada, meus pensamentos e ações são os mesmos,o que levo dentro de mim continua intacto. Será que o que vale é apenas a beleza que está por fora? pois quando eu era apenas uma lagarta era a mesma de agora, que me tornei borboleta.
*Memórias de uma borboleta filósofa*
Escrito por Che às 14h00
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Senti...
"As pessoas na sala de jantar estão ocupadas em nascer e morrer", é bem verdade, têm
gente que não quer mais nada da vida, tem medo de viver o mais, está bem como está, têm gente que até abomina o novo. Será que a vida é realmente só isso? Nascer e morrer? Não, com certeza não, isso é apenas o início e o fim, o meio é onde tudo que importa acontece, ali estão nossas alegrias, tristezas, onde acertamos e erramos, onde temos certezas e incertezas, andar em linha reta e ser inconstante, e aí que entra uma das partes mais peculiares das pessoas, quando os sentimentos mudam rapidamente, nascem e perecem mais rápido que as 24 horas do nosso dia, hoje eu quero e amanhã já não quero mais, mas pode ser que semana que vem eu queira novamente,aquele vai e vem de vontades, alguns poderiam dizer que uma pessoa assim é perdida, não sabe o que quer, pode até ser,porém,eu diria que a vida é assim mesmo, hoje quero ouvir barulho, amanhã o
que mais me apetece é o silêncio, isso seria não saber o que se quer? ou ter coragem de mostrar que somos uma metamorfose e que vivemos em constante aprendizado? Eu realmente não sei, e na realidade nem quero saber, o melhor da vida está em não saber o que
virá, isso sim é mágico e belo. Sentimentos são assim, inconstantes, hoje vivo com você e amanhã posso estar sem ti... Viva o não saber!!!
Escrito por Che às 13h08
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Casados
Pensar em casar atualmente é no mínimo algo ultrapassado. Mesmo assim, alguns gatos-pingados ainda acreditam no matrimônio. Juliana e Paulo se conheceram pela internet, em uma conversa virtual mais conhecida como bate-papo. A paixão não foi à primeira vista. Antes disso, foi paixão à primeira teclada. O tempo foi passando e a intimidade crescendo, até que um dia resolveram morar juntos. Não gostavam de falar em casamento, porque ambos não gostavam de rótulos, mas a realidade era essa, iriam se casar.
Juntaram dinheiro por um tempo e deram entrada em um apartamento e adeus à comidinha da mamãe, à roupa passada no armário. Em contraponto, deram boas-vindas a novas experiências, como poder andar nu pela casa, acordar a qualquer hora no fim-de-semana, usar o liquidificador às três da manhã. Boas-vindas à nova vida.
Quando já estavam dentro do apartamento uma coisa veio à tona. Um assunto delicado para um casal apaixonado. Era a primeira noite deles juntos e Juliana não sabia como explicar a ele. Ela engoliu seco, se preparou pra contar e disse tudo. Foi mais fácil do que imaginava, mas Paulo ficou com um olhar triste, meio cabisbaixo, perdido mesmo, e falou:
-Cama separada? Como assim? Esbravejou por horas e a discussão só aumentava. Até que lá pelas tantas da madrugada, Juliana cansada de tudo aquilo disse: - Tudo bem, dormiremos na mesma cama. Já que estamos morando juntos, teremos que compartilhar tudo, tudo mesmo. Ouvindo isso Paulo ficou ainda mais desesperado e disse: - O computador já é demais!
Escrito por Che às 13h41
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